Tenho visto pessoas pra lá de imbecis, mas arrogantes, soberbas, pedantes, prepotentes que se ufanam da sua ignorância.
Por Mouzar Benedito, compartilhado de BoiTempo
Desenho de Paul Klee. Imagem: WikiCommons
Por causa de uns tipos desses fiquei pensando nas palavras pedantismo, ufania, petulância… Pensando bem, não é de hoje que existem pessoas assim, mas parece que nos tempos atuais elas se multiplicam.
E resolvi coletar um punhado de frases sobre gente com esses adjetivos. Vi que esse tipo é antigo mesmo, até filósofos gregos já falavam disso. Mas antes de apresentar essas frases, vamos a alguns sinônimos. Tem os já citados acima e muitos mais. Alguns deles: prosápia, vanglória, eufuísmo, megalomania, arreganho, empáfia, embófia, arreganho, balofice, ostentação, chibanca, gloríola, jactância, soberba…
Quem tem essas características merece adjetivos como pedante, hierofante, imodesto, delambido, presunçoso, pernóstico, enfatuado, soberbão, jactancioso, filaucioso, ufano, intumescido, soberbete, cabotino, pernóstico, metido a besta, de bico revolto, franchinote, ímpar de petulância, repetenado, convencido, delicodoce, fumoso, jactante, opado, panturra…
Para falar desse tipinho, dizem: tem nariz arrebitado, traz o rei na barriga, não cabe no mundo, não se digna a descer de sua importância, é cheio de vento, gosta de gloriar-se, tufar-se, endeusar-se, emproar-se, apavonar-se, fazer ares de príncipe, topetar-se, engalispar-se, arrogar-se, blasonar-se, julgar-se estrela quando não passa de pirilampo.
Vamos, enfim, às frases:
Rita Rudner (escritora estadunidense): “Cuidado com os homens carecas e ricos; a arrogância dos ‘ricos’ anula o encanto da calvície.”
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André Strindberg: “Sim, meus filhos, a vida é uma gangorra: você se encontra no topo, olha ao redor com arrogância, e depois se encontra no fundo, volta para cima etc.”
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Renato Kehl (médico brasileiro): “Quando o orgulho e a presunção caminham adiante, a vergonha e o dano seguem-nos de perto.”
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Epicteto: “Qual é a primeira coisa que deve fazer quem começa a filosofar? Rejeitar a presunção de saber. De fato, não é possível começar a aprender aquilo que se presume saber.”
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Francisco de Quevedo (poeta espanhol): “A soberba nunca desce de onde sobe, mas cai sempre de onde subiu.”
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Mark W. Baker (escritor e religioso californiano): “Para Jesus, a religião deveria produzir compaixão e conexão, e não arrogância e autoritarismo.”
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Mark W. Baker, de novo: “A arrogância que nos leva a acreditar que somos superiores aos outros tem origem no medo de sermos inferiores.”
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Marquês de Maricá: “Os soberbos são ordinariamente ingratos; consideram os benefícios como tributos que se lhes devem.”
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Padre Anchieta: “É certo que a soberba, com seus afãs, só compra o inferno e com pouco trabalho o humilde compra o céu.”
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Padre Antônio Vieira: “Lograr preeminência e não ser soberbo é comedimento tão raro que nem o primeiro anjo o teve no céu, nem o primeiro homem no paraíso.”
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Walther Waeny (escritor brasileiro): “A soberba desperta o ódio e a vaidade faz rir.”
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Goethe: “Muitos são orgulhosos daquilo que sabem, face ao que não sabem, são arrogantes.”
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Madame de Staël (ensaísta francesa): “Os arrogantes são como os balões: basta uma picadela de sátira ou de dor para dar cabo deles.”
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Friedrich Nietzsche: “Não se encha de ar: senão basta uma alfinetada para o estourar.”
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Clarice Lispector: “Será o mundo com sua impersonalidade soberba versus minha individualidade como pessoa mas seremos um só.”
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Provérbio português: “A presunção é a mãe de todas as asneiras.”
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Cervantes (em Dom Quixote): “Entre os pecados que os homens cometem, ainda que afirmem alguns que o maior de todos é a soberba, sustento que é a ingratidão, baseando-me no que se costuma dizer, que de mal agradecidos o inferno está cheio.”
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Charles Darwin: “O homem, em sua arrogância, pensa de si mesmo como uma grande obra, merecedora da intervenção de uma divindade.”
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Rui Barbosa: “A covardia é uma triste coisa; mas coisa ainda mais triste é a jactância, é a soberba, em presença da situação que só pela transação se pode resolver.”
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Camilo Castelo Branco: “A condição humana é de seu natural propensa à soberbia.”
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Camilo Castelo Branco, de novo: “Entre Deus e o homem, só a soberba estúpida do homem podia inventar convenções, concordatas, obrigações e alianças.”
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Ditado judaico: “A arrogância é o reino – sem a coroa.”
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Arthur Schopenhauer: “A honra cavalheiresca é filha da arrogância e da tolice.”
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Paulo Coelho: “Feche algumas portas. Não por orgulho ou arrogância, mas porque não levam a lugar nenhum.”
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Rubem Alves: “Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil da nossa arrogância e vaidade. No fundo, somos os mais bonitos…”
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Renato Russo: “O mal do século é a solidão, cada um de nós imerso em sua própria arrogância, esperando por um pouco de afeição.”
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Marguerite Yourcenar: “Eu me esforço para que minha atitude esteja tão distante da fria superioridade do filósofo quanto da arrogância do César.”
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Günther Grass: “O racismo, a falta de tolerância escondida sob a arrogância, as guerras e suas consequências marcam a história dos nossos países.”
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Tati Bernardi: “Sofrer é de uma arrogância egocêntrica sem limites.”
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Tati Bernardi, de novo: “Às vezes é preciso muita humildade para ser arrogante.”
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Provérbio alemão: “A arrogância vem antes da queda.”
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Demócrito: “É arrogância querer falar de tudo e não querer ouvir nada.”
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Umberto Eco: “Fundamentalistas dão um toque de arrogante intolerância e rígida indiferença para com aqueles que não compartilham suas visões de mundo.”
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Lady Gaga: “Se você tem talento e confiança, as pessoas a chamam de arrogante. Ou de vaca.”
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Mark Twain: “Educação: o caminho da ignorância arrogante à incerteza miserável.”
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Confúcio: “A extravagância leva à arrogância e a parcimônia à avareza. A arrogância é pior que a ganância.”
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Daniele e Stefan Satrenkyi: “A arrogância precede a destruição, o orgulho precede a queda.”
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Jacques Sternberg: “A ignorância e a arrogância não apenas rimam, mas muitas vezes andam de mãos dadas.”
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Albert Einstein: “A única coisa mais perigosa que a ignorância é a arrogância.”
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Nelson Mandela: “Na juventude, fui arrogante – a prisão me ajudou a livrar disso. Não fiz nada além de fazer inimigos por causa da minha arrogância.”
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Mikhail Gorbatchov: “Às vezes é difícil aceitar, reconhecer os próprios erros, mas é preciso fazer isso. Fui culpado de excesso de confiança e arrogância e fui punido por isso.”
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Desmond Tutu: “A arrogância realmente vem da insegurança e, em última análise, o nosso sentimento de que somos maiores que os outros é, na verdade, o outro lado do nosso sentimento de que somos menores que os outros.”
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Frank Herbert (escritor estadunidense): “Os arrogantes não fazem nada além de construir castelos onde escondem seus medos e suas dúvidas.”
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Santo Agostinho: “Simular humildade é ser soberbo.”
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Jean de La Gruyère: “Para alguns, a arrogância toma o lugar da grandeza; a desumanidade, o lugar da firmeza; e o engano, o da mente.”
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Victor Hugo: “Arrogância ofendida é imediatamente raiva.”
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Georges Darien (escritor francês): “O crime mais horrível dos ricos contra os pobres é ter se arrogado direito de distribuir-lhes justiça e assistência, de lhes dar caridade.”
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Jane Goodal (primatologista inglesa): “A nossa arrogância leva-nos a considerar que o Homem é único.”
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Jane Goodal, de novo: “Ao contrário do homem, nenhum animal é obcecado pela vaidade ou pela arrogância.”
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Okakura Kazuko (pintor e escritor japonês): “O chá não tem a arrogância do vinho, nem o amargor do café e muito menos a inocente inocência do cacau.”
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Tomi Ungerer (artista francês): “Nada é mais arrogante do que uma pessoa tímida que perdeu a timidez.”
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Sun Tzu: “Devemos fingir fraqueza para que o inimigo se perca na arrogância.”
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Simone de Beauvoir: “Ninguém é mais arrogante com as mulheres, mais agressivo ou desdenhoso do que um homem preocupado com a sua masculinidade.”
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Mouzar Benedito, jornalista, nasceu em Nova Resende (MG) em 1946, o quinto entre dez filhos de um barbeiro. Trabalhou em vários jornais alternativos (Versus, Pasquim, Em Tempo, Movimento, Jornal dos Bairros – MG, Brasil Mulher). Estudou Geografia na USP e Jornalismo na Cásper Líbero, em São Paulo. É autor de muitos livros, dentre os quais, publicados pela Boitempo, Ousar Lutar (2000), em coautoria com José Roberto Rezende, Pequena enciclopédia sanitária (1996), Meneghetti – O gato dos telhados (2010, Coleção Pauliceia) e Chegou a tua vez, moleque! (2021, Editora Limiar). Colabora com o Blog da Boitempo mensalmente.







