Empresário afirma à PGR ter registros de entregas em espécie e cita ex-ministro de Bolsonaro entre os supostos receptores
Por Rafaela Leal, compartilhado de Pensar Piauí
Antônio Carlos Freixo Júnior, o "Mineiro"
Em proposta de colaboração premiada à PGR, o empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro”, afirmou possuir vídeos de entregas de malas de dinheiro a emissários indicados pelo banqueiro Daniel Vorcaro. Ele também citou um ex-ministro de Jair Bolsonaro entre os supostos receptores.
O que aconteceu
Freixo Júnior é proprietário da empresa Entre Investimentos, apontada como uma estrutura usada por Vorcaro para viabilizar seus esquemas. O empresário formalizou um acordo de delação com a PGR, que encaminhou o caso ao ministro do STF André Mendonça, responsável por analisar a homologação.
Na proposta, Freixo afirmou que era responsável por repassar dinheiro em espécie aos intermediários indicados por Vorcaro. Segundo o empresário, um ex-ministro do governo Jair Bolsonaro (PL) estaria entre os receptores das malas e ele teria registros audiovisuais das entregas.
Financiamento do filme Dark Horse
O empresário também relatou aos investigadores que repassou valores prometidos por Vorcaro para o patrocínio do filme Dark Horse, produção que retrata a trajetória de Jair Bolsonaro. A negociação teria sido articulada pelo próprio banqueiro com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Freixo declarou, porém, que não conhecia o destino final de todos os recursos movimentados para Vorcaro, incluindo o dinheiro destinado ao filme. A quantia teria sido enviada a um fundo nos Estados Unidos, administrado por um advogado ligado ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro.
Análise da delação no STF
O acordo está em fase de análise no Supremo. Um juiz auxiliar do gabinete de André Mendonça deve ouvir Freixo na terça-feira (8) para verificar se a colaboração foi feita de maneira espontânea, conforme o procedimento necessário para a homologação.







