Por Jeferson Miola, de seu blog
Fuga de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos mostra que Brasil esteve sob o risco de ter o banditismo profissional instalado no Palácio do Planalto.
Com a legitimidade do voto popular, no poder o banditismo normalizaria a adoção de atos e medidas favoráveis a criminosos, como os condenados na trama golpista.
E, controlando a PF e influenciando o Ministério Público, o Judiciário e a mídia, conseguiria impedir a continuidade das investigações dos vários escândalos de corrupção nos quais o próprio Flávio, a família miliciana e influentes bolsonaristas estão envolvidos.
A fuga dele comprova que ele buscava o cargo de Presidente da República não só para impor uma autocracia entreguista, mas também como salvo-conduto para se salvar em pelo menos os dois inquéritos já instaurados [além de outros que poderão surgir] – por corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas pelo suposto filme Dark Horse, e pelos mesmos crimes, fraudes e desvios em parceria com o sócio Willer Tomaz, que movimentou bilhões de reais de modo suspeito.
A narrativa falaciosa de que a fuga foi motivada por perseguição política é insustentável. Nem os ministros André Mendonça e Kássio Nunes Marques, que agiram como agiram no STF e no TSE para ajudá-lo e que conhecem em profundidade os crimes nos quais ele está envolvido, conseguiriam endossar esta versão fantasiosa de perseguição.
Flávio é acusado de vários crimes, e sua candidatura presidencial só chegou até o fim porque ele contou com um apoio decisivo do André Mendonça, que escondeu os crimes dele, e da mídia, que em nome do antipetismo normalizou a candidatura dele sem escrutinar a ficha criminal, como seria esperável de uma imprensa imparcial e decente.
Flávio fraudou a maior parte dos quase 60 milhões de eleitores e eleitoras que votaram nele por vários motivos, talvez o mais significativo o de evitar a reeleição do Lula, mas que provavelmente não repetiriam a escolha sabendo que estavam votando em um criminoso fugitivo.
Como afirma o vice-presidente Geraldo Alckmin, Lula salvou a democracia pela segunda vez. Além disso, Lula impediu que o banditismo subisse a rampa do Palácio do Planalto, e por isso salvou também o Brasil de se transformar num Estado Miliciano.






