Por René Ruschel, jornalista
Aos 60, 70, 80 ou 90 anos, votar continua sendo um ato de cidadania e de defesa da própria vida. Para quem depende da aposentadoria, utiliza o Sistema Único de Saúde (SUS) ou precisa de medicamentos gratuitos, as escolhas feitas nesta eleição de segundo turno pode ter consequências concretas no dia a dia.
Três depoimentos, feitos às mídias do do site Bem Blgoado, merecem reflexão (acesse pelos links no final do texto).
Afonsinho, 79 anos, ex-jogador de futebol e médico, alerta que “se a gente não souber votar o SUS pode acabar”. Antônio Rodrigues, 93, professor aposentado, lembra que direitos e conquistas como “saúde e previdência social” estão em jogo.
Precilio Cavalcante, 93, capitão reformado da Marinha, faz um apelo contundente: “O voto é sua arma […] da defesa da liberdade e democracia”. E adverte que os mais frágeis é que vão pagar o preço das decisões políticas.
O alerta ganha força diante das notícias sobre o plano econômico da campanha de Flávio Bolsonaro. Sua equipe econômica estuda um ajuste fiscal de cerca de R$ 250 bilhões, com mudanças nas regras de reajuste das aposentadorias e do Benefício de Prestação Continuada (BPC), além de alterações nos pisos de gastos com saúde e educação.
Pode ser o fim do programa Farmácia Popular. Do Minha Casa, Minha Vida. O corte no orçamento da saúde irá prejudicar o SAMU, que diariamente salva milhares de vida.
É justamente por isso que o segundo turno exige atenção. A aposentadoria não é favor, mas resultado de uma vida de trabalho. O SUS não é privilégio e sim um direito que garante atendimento a milhões de brasileiros. E os programas sociais representam proteção para famílias que enfrentam dificuldades.
Lula defende a continuidade da valorização do salário mínimo, dos programas sociais e dos investimentos públicos. Para quem considera essas políticas essenciais à dignidade na velhice, seu programa merece ser conhecido e avaliado com atenção.
Aos eleitores com mais de 60 anos que não compareceram no primeiro turno, fica o apelo: participem do segundo. Não deixem que outros decidam por vocês. Informem-se, comparem as propostas e escolham conscientemente os rumos que desejam para o país.
Depois de décadas de trabalho, de tantas lutas e conquistas, é hora de fazer valer a experiência de uma vida inteira. A aposentadoria, a saúde pública e a proteção social precisam estar no centro dessa decisão.
Aos 60, 70, 80 ou 90 anos, sua voz continua contando. O voto é livre, pessoal e secreto.
Quem acredita que os direitos sociais devem ser preservados e que as políticas defendidas por Lula representam esse compromisso, deve ir às urnas e fazer sua escolha.
Após uma vida inteira de trabalho e muita luta para conquistar direitos, não podemos abrir mão de uma das nossas maiores armas: o voto.
Vamos às urnas. Nosso futuro, nossa aposentadoria, nossa saúde e a educação estão em jogo. Não abra mão do seu direito de decidir.
Depoimento do capitão da Marinha Reformado, Prescilio Cavalcante, 93 anos, pelo voto consciente contra perda de direitos
https://www.instagram.com/p/DehEJaHOnp8
Depoimento do professor Antônio Rodrigues, aposentado, 93 anos, Rio de Janeiro
https://www.instagram.com/p/DehDufUOF4m
Médico, ex-jogador de futebol, o prezado amigo Afonsinho lança um alerta:
https://www.instagram.com/reels/DerpXpANGD3
Foto do post: Afonsinho






