Sobre o cabeça de abóbora e a barbárie nos EUA

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Por Márcio Scalercio, historiador

Quando Genserico, o rei dos vândalos organizou sua turma para saquear Roma, uma farra de destruição que, dizem, durou 40 dias, ele nunca mencionou que desejava destruir a civilização romana. Por mais bárbaro que o classificassem, Genny e seus rapazes queriam mesmo era roubar.





Átila, o huno também fez das dele, mas nada falava de destruir civilizações. Queria pasto e água para os cavalos e terras para seu povo cultivar. Mesmo à custa de outros.


O avatar de Genghis Khan era um lobo, uma versão da divindade, do céu que cobre a todos nós chamado Tengri. Se um dia eu tiver um lobo de estimação, se chamará Tengri. A opção seria Capeto, o lobo do Fantasma.
O Genghis jamais quis liquidar civilizações. Queria muito as sedas chinesas, os coxins dos turcos, a prata e as mulheres dos tártaros.


Quando Donald fala de eliminar toda a civilização persa, por mais idiota que isso seja, e, claro, trata-se de um idiota completo, ele revela uma mentalidade que o faz um ser humano muito, mas muito pior do que Genserico, Átila e Genghis.


Fosse os EUA um país de fato civilizado, esse traste teria sido escorraçado da Casa Branca, chutado para dentro de uma masmorra e a chave da porta jogada no rio Potomac.


O ponto de partida para a barbárie se fundamenta na mera menção do ato bárbaro.
Isso é sério.

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