Teatro Oficina devora a “brasilofonia” de Villa-Lobos

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Obra do compositor ganha curta temporada em homenagem aos 100 anos da estreia de Choros 10. Cantos de pássaros amazônicos e canções populares agora renascem no antropofágico musical teatral Rasga Coração. Concorra a dois pares de ingressos

Por Raíssa Araújo Pacheco, compartilhado de Outras Palavras




Foto: Divulgação | Por Giovana Pasquini

“Um poema ilimitado que oferece para incorporação sílabas, notas musicais, onomatopeias, danças sacações, epifanias, numa Cantada Profana em que o Coro, renascido no Teatro Brasileiro em “Roda Viva”, dá um salto musical para uma Rítmica Coral Religiosa IndoAfroVilla-Lôbica Polifônica”

(Zé Celso em 2011 sobre o Choros 10)


O Teatro Oficina volta a devorar Heitor Villa-Lobos em seu antropofágico musical teatral Rasga Coração, que volta aos palcos da companhia hoje, dia 6/5, em uma curta temporada em homenagem aos 100 anos da estreia de Choros 10.

Outras Palavras e Teat(r)o Oficina sortearão dois pares de ingressos para Rasga Coração, de Felipe Botelho e Roderick Himeros, entre quem apoia nosso jornalismo de profundidade e de perspectiva pós-capitalista. O sorteio estará aberto para inscrições até a segunda-feira do dia 18/5, às 14h. Os membros da rede Outros Quinhentos receberão o formulário de participação via e-mail no boletim enviado para quem contribui. Cadastre-se em nosso Apoia.se para ter acesso!

Com direção de Felipe Botelho e Roderick Himeros, o espetáculo resgata a “brasilofonia” do compositor carioca e reorquestra uma série de Choros produzidos na década de 1920 – época que data sua memorável participação na Semana de Arte Moderna de 1922.

O Choro nº10, “Rasga Coração”, que dá título à peça, é uma obra para coro e orquestra escrita em 1926, e faz parte de uma série de quatorze composições numeradas coletivamente intituladas Choros, que vão desde solos para violão e para piano até obras compostas para solista ou coro com orquestra ou múltiplas orquestras. A letra é de Catulo da Paixão Cearense, um dos grandes chorões que acompanharam Villa-Lobos.

O canto dos pássaros amazônicos foi uma importante fonte de inspiração, com especial uso do canto do “Azulão da mata”, um canto agudo, curto e ritmado. Alguns dos movimentos de Floresta do Amazonas (1958), uma das últimas obras do compositor, também integram a trilha sonora a ser tocada pela banda e pelo coro de cantores-atuadores.

Entre as obras apresentadas estão: Choros 1, Lenda o Caboclo, Choros 3 “Pica-Pau”, Choros 10 “Rasga o Coração”, Cantilena da Bachianas nº 5, além movimentos de uma das últimas obras de Villa-Lobos, Floresta do Amazonas (1958), como Overture, Melodia Sentimental, Veleiros Dança dos Índios e Caçadores de Cabeça.

Datas: 671314202930 e 31 de maio; 567 e 8 de junho | Local: Teat(r)o Oficina, São Paulo (Rua Jaceguai, Nº 520, Bixiga/SP) | Ingressos: R$80 inteira / R$40 meia (mediante a comprovante) / R$ 30 (morador do Bixiga*[*É necessário apresentar comprovante de residência em nome próprio, um por pessoa] – disponíveis na plataforma Sympla (acesse clicando aqui)


SERVIÇO

Datas: 671314202930 e 31 de maio; 567 e 8 de junho
Horário: 20h
Local: Teat(r)o Oficina
Endereço: Rua Jaceguai, 520 – São Paulo, Bixiga – SP
Ingressos: R$ 80 a inteira | R$ 40, a meia | R$ 30, morador do Bixiga*(*É necessário apresentar comprovante de residência em nome próprio, um por pessoa)
Classificação indicativa: livre
Duração: 80 Minutos
250 lugares

Informações Importantes:
A bilheteira do teatro abre 1 hora antes do espetáculo.
Sujeito à lotação da casa.
O teatro não dispõe de estacionamento nas proximidades.
Os lugares não são numerados. O acesso será efetuado por ordem de chegada.

FICHA TÉCNICA
Direção:
Felipe Botelho e Roderick Himeros
Direção musical:
Felipe Botelho
Direção cênica:
Roderick Himeros
Idealização:
Felipe Botelho e Marcelo Drummond
Banda:
Sopros: Beto Sporleder
Guitarra e Cavaquinho: Guina Santos
Guitarra e Violão: Moita Mattos
Baixo e Violão: Felipe Botelho
Violoncelo: Amanda Ferraresi

Piano: Carlos Eduardo Samuel
Bateria: Gui Calzavara
Percussão: Ito Alves
Violão: Roderick Himeros
Arranjos de base:
Amanda Ferraresi
Beto Sporleder
Felipe Botelho
Guina Santos
Moita Mattos
Arranjos e direção de percussão:
Ito Alves
No canto-atuação:
Alexandre Paz
Beatriz Id
Camila Fonseca
Cyro Morais
Danielle Rosa
Felipe Côrtes
Gabriel Frossard
Marcelo Dalourzi
Rafa Roman
Roderick Himeros
Rodrigo Bittes
Selma Paiva
Sylvia Prado
Tetê Purezempla
Tony Reis
Produção:
Ana Sette
Anderson Puchetti
Tati Rommel

Figurino e Make:
Sonia Ushiyama Souto
Camareira:
Cida Melo
Vídeo ao vivo:
Ciça Lucchesi
Igor Marotti
Diego Arvate

Coordenação de Som:
Camila Fonseca

Operação de Som:
Clevinho

Desenho de luz:
Victoria Pedrosa

Administração:
Anderson Puchetti

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