Capitólio brasileiro: acompanhe tudo sobre o terrorismo bolsonarista em Brasília

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Acompanhe, cronologicamente, tudo o que acontece sobre o ato terrorista em Brasília, com a invasão de bolsaristas na Praça dos Três Poderes

Compartilhado de Jornal GGN




Na foto: Golpistas invadem Congresso, STF e Palácio do Planalto – Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Milhares de bolsaristas invadiram e depredaram a Praça dos Três Poderes, em Brasília, neste domingo (08), em ato terrorista sem precedentes na história do Brasil.

Os grupos invadiram as sedes do Palácio do Planalto, do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal, com o emprego de violência, e destruíram os espaços, com seus objetos, móveis, televisores e aparelhos eletrônicos e de tecnologia e obras de arte, além de saquear os itens de patrimônio público.

Em reação e pela omissão das equipes de segurança do governo do Distrito Federal, sob o comando do governador Ibaneis Rocha (MDB), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decretou intervenção federal na segurança pública.

Acompanhe as notícias dos atos terroristas e sua repercussão, cronologicamente, com o GGN:

– Ainda na tarde de sábado (07), o ministro da Justiça Flávio Dino havia autorizado o uso da Força Nacional, com a assinatura de uma portaria, em meio ao avanço de grupos radicais em Brasília.

– Os bolsonaristas romperam a barreira de segurança da Praça dos Três Poderes por volta das 14h30 deste domingo.

– Sem efetivo policial suficiente no local e com alguns agentes auxiliando os criminosos, os grupos avançaram rapidamente para o Congresso Nacional, o Planalto e o Supremo Tribunal Federal.

– O responsável pelas forças policiais, o secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Torres, estava nos Estados Unidos, aonde também se encontra o ex-presidente Jair Bolsonaro. O governador Ibaneis Rocha (MDB) foi cobrado pela omissão e demitiu Torres do cargo.

– Quase três horas após o início da invasão e sem reação do efetivo policial, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, decretou intervenção federal na Segurança Pública do Distrito Federal.

– Lula nomeou Ricardo Cappelli como o interventor da Segurança em Brasília, até o dia 31 de janeiro de 2023. Capelli é secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Em discurso, Lula afirmou que a cena ocorrida “não tem precedente na história do nosso país” e garantiu a punição.

– Juntamente com o ato de Lula, a Advocacia-Geral da União (AGU) emitiu uma série de solicitações judiciais, entre elas a prisão de Anderson Torres, que se encontrava nos EUA, o monitoramento e identificação dos criminosos bolsonaristas, a remoção de suas redes sociais e a prisão e identificação de todos os responsáveis.

– Imediatamente após as medidas do presidente, o governador do Distrito Federal intimou todas as forças de segurança do DF a atuarem na Praça dos Três Poderes. Com o comando, em menos de 2 horas, as forças de segurança conseguiram esvaziar as sedes públicas e prender em flagrante cerca de 150 criminosos.

– Lideranças de todo o mundo repudiaram os atentados contra a derrubada de Lula no Brasil, solidarizando-se e oferecendo ajuda e suporte para combater os atos terroristas e restabelecer a ordem no país.

– Nos Estados Unidos, o presidente Joe Biden caracterizou o vandalismo como “ultrajante” e deputados dos EUA defenderam a extradição de Jair Bolsonaro.

– O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, gravou um vídeo com um pedido de desculpas a Lula e indicou ter sido pego de surpresa com os atos, apesar do avanço dos grupos bolsonaristas ainda nos dias anteriores e a chegada à cidade de centenas de ônibus com milhares de integrantes criminosos para a invasão.

– O procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu a abertura de uma investigação para detectar e punir os responsáveis e envolvidos nas invasões. O procurador também acionou o comitê de crise do Ministério Público Federal (MPF), orientou todas as unidades do país para atuar de forma conjunta e pediu a criação de um canal para recebimento de denúncias.

– Na noite deste domingo, o ministro da Justiça Flávio Dino responsabilizou a falta de reação do governo do Distrito Federal e anunciou que haviam sido presos mais de 200 golpistas e apreendidos 40 ônibus, com a identificação dos financiadores destes veículos.

– Dos Estados Unidos, o ex-presidente Jair Bolsonaro se manifestou quase 7 horas após o início dos atentados. Nas redes sociais, não repudiou explicitamente os criminosos e disse somente que atos assim “fogem à regra”. Também atacou Lula por ter atribuído a ele responsabilidade nos atos.

– Em nota, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse que “foi levado a efeito um complexo plano criminoso de abolir, violentamente, o Estado Democrático de Direito” e que “todos precisam ser punidos”, principalmente “as autoridades omissas”.

– Ao retornar do Palácio do Planalto, o diretor de Curadoria dos Palácios Presidenciais, Rogério Carvalho, deu seu relato sobre as obras de arte perdidas e danificadas, em valores incalculáveis: “Eu tinha acabado de montar, na sexta-feira, o 3º andar, remontamos a sala do presidente e a gente teve, realmente, muito vandalismo. Temos uma situação como a tela do Di Cavalcanti, enorme e muito importante, rasgada em 7 pontos.”

– Na madrugada desta segunda (09), o ministro Alexandre de Moraes acatou a um dos pedidos da AGU e determinou ao afastamento de Ibaneis Rocha do governo do Distrito Federal. Moraes falou em “omissão e conivência de diversas autoridades da área de segurança e inteligência ficaram demonstradas com a ausência do necessário policiamento, em especial do Comando de Choque da Polícia Militar do Distrito Federal.”

– Moraes também determinou a desocupação e dissolução dos acampamentos bolsonaristas em frente aos quartéis generais do Exército no prazo de 24 horas. Os golpistas que resistirem à decisão devem ser presos em flagrante pelos crimes de “atos terroristas, inclusive preparatórios”; “associação criminosa”; “abolição violenta do Estado Democrático de Direito”; golpe de Estado; “ameaça”; “perseguição”; e “incitação ao crime”.

– Após a determinação, a Polícia e o Exército desmontaram o acampamento bolsonarista em frente ao quartel-gerneral do Exército, em Brasília. Ao menos 1.200 bolsonaristas foram levados presos e 87 veículos foram apreendidos.

– Movimentos sociais e instituições progressistas, como universidades e sindicatos, convocaram atos pela democracia em todo o Brasil para esta segunda-feira (9). As concentrações terão início entre às 16h e 18h, em todas as regiões do País.

– O senador Renan Calheiros (MDB-AL) pediu o retorno imediato de Jair Bolsonaro ao Brasil, com um pedido de extradição encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), para incluir o ex-presidente nas apurações sobre o terrorismo deste domingo.

– Diante da “infiltração” de bolsonaristas e da omissão dos comandos da Polícia Militar do Distrito Federal, o governo Lula negociou com estados do Nordeste o envio de tropas para auxiliar na segurança da capital federal. Efetivos do Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte já embarcaram rumo a Brasília para somar esforços às forças de segurança que agora estão sob intervenção federal.

– O atentado a golpe no Brasil é manchete de jornais de todo o mundo. Os mais reconhecidos jornais estamparam os bolsonaristas nas capas: “Teste de golpe”, “vírus do Trumpismo”, “populacho de Bolsonaro”, “alegação de fraude eleitoral sem nenhuma evidência” foram algumas descrições usadas pelos norte-americanos, britânicos, espanhóis, franceses, italianos, portugueses e latino-americanos.

– O ministro da Justiça Flávio Dino atualizou, na tarde de segunda (9), os dados sobre as prisões de bolsonaristas. No total, houve 1.500 detenções em Brasília. Dino afirmou à imprensa que o GSI precisa explicar porque seu efetivo não protegeu o Palácio do Planalto. O ministro vê “responsabilidade política” de Bolsonaro, por ter fomentado ataques ao STF por vários anos. Mas não acredita em um pedido de extradição seja possível “neste momento“.

– O presidente Joe Biden conversou com Lula por telefone e manifestou repúdio à violência bolsonarista e apoio à democracia brasileira e à vontade popular expressada nas urnas, com a vitória eleitoral do petista. Biden convidou Lula para visitar a capital dos EUA em fevereiro, e o presidente brasileiro aceitou.

Após Michelle Bolsonaro pedir orações para Jair Bolsonaro, afirmando que o marido fora internado novamente com dores abdominais decorrentes da facada de 2018, o hospital em Orlando desmentiu a internação.

O governo federal já recebeu 13.000 e-mails com conteúdo sobre o terrorismo bolsonarista na capital federal. Haverá uma triagem e o material será usado para responsabilizar os envolvidos e os financiadores, disse Flávio Dino.

Os ex-chefes da PGR emitiram uma nota repudiando o terrorismo e cobrando investigação em todas as esferas.

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