Flavio Bolsonaro mamou, fez rachadinha, lavou dinheiro e, agora, prestes a ser chamado à responsabilidade, diz que é perseguição e mete o pé para conspirar com agentes estrangeiros contra o Brasil.
Por Hugo Souza, compartilhado de seu Blog
Flávio Bolsonaro (Foto: Carlos Moura/Agência Senado).
Em janeiro de 2018, Lula estava de malas prontas para viajar para a Etiópia, onde participaria de uma reunião da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura sobre propostas de erradicação da fome na África. Na véspera da viagem, um juiz de primeira instância do Distrito Federal ordenou a apreensão do passaporte de Lula no âmbito de um processo-piada contra o então ex-presidente por suposto tráfico de influência na compra de caças suecos pela FAB.
“Comunique-se ao Diretor-Geral da Polícia Federal para o cumprimento desta decisão, com a intimação do réu para entregar o passaporte em 24 horas, bem como a inclusão de seu nome no Sistema de Procurados e Impedidos”, determinou na época o juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal de Brasília.
No dia seguinte, no momento em que Lula teria embarcado para o chifre da África, o então advogado Cristiano Zanin estava entregando o passaporte do seu cliente na Superintendência da Polícia Federal em São Paulo, onde disse à imprensa: “É uma restrição do direito de ir e vir do ex-presidente Lula, que não se justifica. Estamos cumprindo a decisão sob protesto, mas acreditamos que ela será revertida”.
De fato, Uma semana depois, o TRF-1 cassou a decisão do juiz Ricardo Leite por falta de base de sustentação. Mais tarde, o STF encerrou o processo-piada dos caças suecos porque, bem, era uma piada lavajatista de mau gosto, com denúncias “eivadas de vícios insanáveis e claramente desprovidas de lastro probatório mínimo”.
Nesta segunda-feira, 26, o ministro Alexandre de Moares deu 24 horas para Flavio Bolsonaro entregar seus passaportes e proibiu o “usuário master” de deixar o país. No dia seguinte, Flávio estava embarcando para os EUA, fugindo do Brasil por meio e rota ainda incertos, não exatamente para combater a pobreza no Mississippi, mas para conspirar com seu irmão, com um neto de ditador e com agentes estrangeiros contra o país onde nasceu e, puxa vida, como mamou.
Mamou, fez rachadinha, lavou dinheiro e, agora, prestes a ser chamado à responsabilidade, diz que é perseguição e mete o pé. Daqui a quatro anos, quando um indivíduo dos mesmos reino, filo, classe, ordem, família, gênero e espécie for candidato a presidente da República, contra um democrata, dirão assim os donos dos jornais: “puxa vida, é uma escolha muito difícil”.







