Por Paulo Faria, jornalista brasileiro morador em Londres
Só nas últimas 48 horas eu vi o Primeiro Ministro do Canadá, a gigante de telecomunicações do Catar Al Jazeera, o Greenpeace, crianças nos escombros de Gaza, celebridades australianas, o Nobel de Economia Paul Krugman, jornalistas britânicos, a Anistia Internacional, influenciadores de todo canto da África, The Guardian e El País, o prefeito de Nova York, Bernie Sanders e dezenas de democratas nos EUA, a Presidente da União Europeia, a Human Rights Watch e centenas de outros políticos, entidades e anônimos progressistas mundo afora comemorando a vitória de Lula contra a ameaça do fascismo bolsonarista.
Muitos vão além: agradecem ao Brasil por mostrar que é possível derrotar a influência de Trump, o dinheiro de Musk, o algoritmo de Zuckerberg e a indústria de mentiras de Steve Bannon.Janones está sendo, merecidamente, celebrado como o cara que finalmente furou a bolha — até então impermeável — da extrema-direita nas redes. Inclusive o Primeiro-Ministro da Espanha, Pedro Sánchez, já disse que pretende importá-lo.
Fazia exatos quatro anos que eu não me divertia tanto por aqui, nem sentia tanto orgulho de ser brasileiro e de ter contribuído com meu voto para fazer disso uma realidade.
A gente vive dizendo que a Amazônia é o pulmão do mundo, mas desta vez quem forneceu oxigênio foi o povo nas ruas.
Em tempo: justiça seja feita, também vi personalidades fora do Brasil lamentando a derrota do miliciano: um pedófilo e o cosplay de Chucky, o Brinquedo Assassino.







