Por Cláudio Lovato Filho, jornalista e escritor
Foi uma vitória histórica, e a História nos ensina: passado o resultado das urnas, que, mais uma vez, salvou a nossa democracia, não se pode baixar a guarda.
É momento de celebração, sim. É hora de nos abraçarmos e desfrutarmos desse maravilhoso sentimento de estarmos juntos e saborearmos o que juntos fizemos.
Ainda assim, mesmo que nosso coração peça um merecido descanso, estejamos certo de uma coisa: nosso inimigo foge, se esconde, mas não deixa de nos odiar nem por um segundo.
O ressentimento, a arrogância, a intimidação e a violência são inerentes ao fascismo.
Brasil afora vão surgindo mais e mais denúncias de assédio eleitoral a trabalhadores que manifestaram apoio ao Presidente Lula e de tentativas de boicote a estabelecimentos comerciais de propriedade de pessoas de esquerda. Isso precisa ser denunciado ao Ministério Público do Trabalho e à Polícia Civil.
A História nos ensina que uma sombria gama de iniciativas abjetas compõe o obsceno cardápio da extrema-direita. (Peço desculpas pelo excesso de adjetivos, mas não consegui evitar nenhum deles.)
Nas ruas e nas redes sociais estejamos atentos e sejamos sábios. Não aceitemos provocações sujas. Não nos engajemos em discussões que só podem trazer visibilidade para o nefasto campo adversário.
Foi lindo o que fizemos nas ruas e nas redes. Quanto aprendizado propiciou a combinação da velha e boa ocupação das ruas com a nova e boa ocupação das redes. Que extraordinária foi a conexão entre essas duas frentes. Uma sintonia alicerçada no amor à democracia.
“Enquanto eu estiver vivo, trabalharei para que o fascismo não volte ao país”, disse Lula no podcast Flow, em 1º de outubro passado.
Nosso presidente sabia, como sempre, exatamente o que estava dizendo: a luta contra o fascismo é uma luta a ser travada enquanto estivermos vivos, o tempo todo, sem interrupções.
O fascismo não dá trégua nem quando se acovarda e foge.







