A economia e o noticiário distorcido

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Por Luciano Zarur, jornalista, compartilhado do seu perfil no LinkedIn

Se a escolha nas urnas dependesse apenas de índices da economia, com a consequente melhora de vida da imensa maioria do povo, o pleito presidencial deste ano já deveria estar decidido. Até porque, os indicadores são os melhores dos últimos 15 anos: desemprego na mínima histórica (5,3% em Julho deste ano, pleno emprego, segundo a OIT, instituição vinculada à ONU); maior média salarial da história (acima de 3.760 reais pela primeira vez) feita a correção inflacionária); índices de inflação controlados, estando o IPCA relativamente baixo (em torno de 4,22%, inferior ao teto da meta estabelecida pelo Banco Central que é de 4,5% – independente do governante de ocasião por obra da direita e da extrema-direita neoliberais, após o golpe parlamentar-judicial-mediático perpetrado pelas oligarquias neoescravocravistas e entreguistas em 2016); a chamada dívida pública (herança de governos anteriores) em tendência de alta, mas sob controle na relação com o crescimento do PIB nos quase quatro anos deste governo – sobretudo se comparada a países do G7.




Assim, a propaganda da velha imprensa conservadora acerca do denominado equilíbrio fiscal é só uma desgastada maneira de atacar governos de esquerda ou centro-esquerda com características social-democratas, haja vista que Lula é o presidente que teve os melhores resultados neste quesito desde a redemocratização nacional em meados da década de 1980.

O que os donos de veículos de comunicação e seus áulicos defendem é o ultraliberalismo (no estilo do implantado na Argentina por Javier Milei, cujo resultado têm sido o aumento do desemprego, da pobreza e até da miséria entre os hermanos), ou seja, o corte de gastos sociais e serviços públicos voltados para os mais necessitados.

Tanto é que os propagandistas do receituário neoliberal não criticam as bilionárias isenções fiscais para as grandes empresas (inclusive as de comunicação, por óbvio), ficando a maior parte da conta para os assalariados, micro e pequenos empresários.

O governo Lula, ao contrário, prioriza quem mais precisa, por exemplo, ao aprovar a isenção de IRPF para quem recebe até 5.000 reais por mês, com redução gradual do imposto para os que ganham até 7.350 reais mensais (promessa de campanha do presidente anterior descumprida, como se sabe), ganho real do salário mínimo, entre outras políticas benéficas para os mais pobres – e também para classe média, enfatize-se – a exemplo de programas como: Bolsa família; Minha Casa, Minha Vida; Luz do povo; Auxílio-gás; Farmácia Popular; Mais Médicos; Mais especialistas; Pé-de-meia, Pro-Uni, Fies etc. Ressalte-se que estas medidas beneficiam, direta ou indiretamente, dezenas de milhões de brasileiros e são ainda mais relevantes para as pessoas menos favorecidas.

Assim, é preciso salientar quanto o nosso país melhorou nesta gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, principalmente na comparação com a tragédia que foram os quatros anos anteriores, em que todos os indicadores sócio-econômicos pioraram – mesmo descontando-se o período da pandemia, posto que em 2019 o governo Bolsomaro já havia mergulhado o País em uma enorme crise social, que culminou com a volta do Brasil ao Mapa da Fome das Nações Unidas, em Julho de 2022, somente tendo deixado esta triste lista três anos depois, já na gestão de Lula.

Como democrata e humanista, deve-se estar sempre afeito ao debate, desde que o princípio inegociável seja a manutenção da nossa democracia e do Estado do Bem-estar Social estabelecido pela Constituição Federal de 1988. Portanto, fica aqui uma sugestão de quem conhece a chamada velha mídia “por dentro”, como jornalista, professor universitário e pesquisador, com décadas de experiência. Diversificai vossas fontes de informação.

Aqui mesmo no ambiente virtual há muitas boas opções de portais e canais de notícias que fazem jornalismo respeitando a Deontologia (com profissionais diplomados, diferentemente de alguns próceres conservadores e até reacionários, que atuam em veículos integrantes do que o saudoso jornalista Paulo Henrique Amorim asseverava ser o PIG: partido da imprensa golpista).

Informar-se melhor e refletir sobre as escolhas político-eleitorais é mister para quem quer viver em uma nação em que não haja tanta desigualdade social, que chega a constranger os humanistas, e na qual todo o povo possa ter vida digna e próspera.

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