MP denuncia empresária que agrediu doméstica: “Dei tanto que minha mão tá inchada”

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Carolina Sthela dos Anjos e o policial Michael Santos foram acusados de tortura, tentativa de homicídio qualificado e de aborto contra Samara Dutra Soares

Por Lucas Vasques, compartilhado de Fórum




Foto: - Empresária e agressora Carolina Sthela dos Anjos - Foto: Reprodução

Um caso de violência extrema, que chocou o Maranhão, ganhou mais um desdobramento. O Ministério Público do estado (MP-MA) decidiu denunciar, criminalmente, a empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos e o policial Michael Bruno Lopes Santos.

Ambos estão sendo acusados de tortura, tentativa de homicídio qualificado e tentativa de aborto contra Samara Regina Dutra Soares, de 19 anos, que estava grávida de seis meses à época dos fatos, em abril de 2025. O caso ocorreu no município de Paço do Lumiar, região metropolitana de São Luís.

O MP informou que Carolina e Michael estão presos. A acusação formal, recebida pela Justiça nesta quinta (2), é assinada pela promotora Nahyma Ribeiro Abas.

Samara tinha sido contratada, de forma verbal e temporária, para prestar serviços domésticos na residência da empresária.

Porém, em 17 de abril pela manhã, depois de ter sido acusada, no dia anterior, de ter roubado um anel, a vítima foi submetida a uma sessão de agressões físicas e mentais, pelos dois acusados, apontou a denúncia. O objetivo da violência era forçar a confissão de Samara a respeito do suposto roubo.

Ao longo das agressões, o policial desferiu uma coronhada na testa da jovem, além de arrastá-la pelos cabelos. A jovem foi obrigada a ficar de joelhos, sob a mira da arma, enquanto sofria pressões psicológicas.

Os agressores, não satisfeitos, ameaçaram dopar Samara para levá-la escondida até um sítio, onde iriam matá-la, ainda de acordo com o MP.

“O anel foi localizado, posteriormente, em um cesto de roupas, evidenciando que o objeto jamais havia sido furtado, mas esquecido pela própria patroa”, destacou a Promotoria.

Mesmo assim, depois da joia ter sido encontrada, Carolina continuou as agressões, com socos e tapas em Samara, enquanto o policial a imobilizava. “A jovem precisou curvar-se sobre o próprio ventre para proteger o feto”, ressaltou o MP.

A denúncia apontou, também, a existência de dois áudios apreendidos pela Polícia Civil em que a empresária, sadicamente, contava em detalhes os atos de violência que praticou.

“Não era nem para ter saído viva”

Ela afirmou que deu “tanto nessa mulher que até hoje minha mão tá aqui inchada”. Ao ser indagada se o objetivo era deixar a vítima com ferimentos, ela simplesmente respondeu que “não era nem para ter saído viva”.

Diante de todas as provas, a promotora requereu que os acusados fossem a julgamento pelo Tribunal do Júri. Ela solicitou, ainda, a manutenção dos decretos de prisão preventiva e diligências complementares, de acordo com informações da CNN Brasil.

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