O grande negócio de Sergio Moro, por Jorge Maurique

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Informações obtidas pelo ex-juiz da Lava Jato viabilizariam projeto envolvendo de consultoria norte-americana ao Judiciário

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O ex-ministro e ex-juiz Sergio Moro. Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

O grande negócio de Sergio Moro

Por Jorge Maurique*

Uma companhia americana montar uma spac (é uma companhia com propósito específico de captar dinheiro para adquirir outra empresa, sem dizer qual é, através de captação a B3).

Montar uma spac no Brasil significa que ela vai adquirir uma companhia brasileira. E o Moro tem informações privilegiadas sobre as companhias brasileiras que desfilaram na LJ (operação Lava-Jato) e depois pela vivência no MJ (Ministério da Justiça). Esse é o pulo do gato.

Não vão encontrar um papel escrito, um laudo, uma petição, uma análise em um mísero parágrafo de parte do Moro. Ou seja, não há nada que justifique o dinheiro recebido. Era preparação para isso, e é por isso não quer dizer quanto recebeu.

Ou seja, a AM contrata o marreco, lança uma SPAC no Brasil e está aguardando autorização da CVM para continuar com a captação. O sponsor era o Sérgio Moro, que tinha muita informação e era o garantidor do negócio, pela sua experiência e trato com o mercado. Gostaram das minhas conclusões?

Ele sabe quais empresas ficaram quebradas, sabe dos contatos que fez no mercado e no MJ quais as que possuem capacidade de se levantar e isso que ele vende para a AM (Alvarez & Marsal), que está no mercado das recuperações judiciais.

Mas quem ele coloca no Coaf? A Delegada Erika Marena, que já demonstrou não ter escrúpulo algum ao inventar um depoimento, conforme o próprio Deltan deixou vazar e fez o que fez com o reitor Cancellier. Ou seja, essa pessoa será a minha pessoa de confiança lá no Coaf. Até porque sei o que ela fez ao longo da carreira na PF!

Há outra ponta nesse projeto lavajatista: ao tempo que se arvoravam nos paladinos, nos éticos, precisavam enfraquecer quem pudesse enfrentá-los e aí fazem uma guerra para desacreditar os que estão enxergando o que a LJ virou.

Aí vão pra cima do César Rocha, do Gilmar Mendes, dos blogs, dos jornalistas, dos advogados que não estão com eles, enfraquecer o STF, pois o resto já estava todo dominado… e aí com a PF na mão, com o Coaf na mão, com parte do MP e Judiciário cooptado por paixão ou sentimentos menos nobres, atacam todos numa e outra operação.

Para não dar na vista, para não ser tudo Curitiba, vamos atacar em São Paulo alguns, no Rio outros, no DF… enfim, esse é o enredo que eu acho disso tudo, juntando todos os pontos.

Mas agora há uma questão: a AM lançou um Spac, quer captar dinheiro do público. Logo, fica sujeita ao escrutínio dos órgãos de controle. Então, o TCU pode pedir informações, pois a spac afeta a bolsa, recursos populares e mercado financeiro.

A mesma coisa o legislativo. Esse me parece ser o calcanhar de Aquiles deles e por isso a contundência com relação a Bruno Dantas e TCU. E seu assecla lá já ter buscado ficar com a investigação. E os analistas do TCU, que em grande parte são lavajatistas e muitos colaboraram com a LJ, querem jogar para baixo do tapete.https://11ff9a85a46e31dbd38012572b796aa9.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

*Jorge Maurique é desembargador aposentado do TRF4

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