Por Arcírio Gouvêa Neto.
Vejo as pessoas se surpreenderem com o comportamento elitista, discriminatório e protecionista das mídias tradicionais. A sociedade brasileira criou expectativa demais nessa gente.
Eles nunca estarão ao lado dos trabalhadores por um simples motivo: seus donos pertencem à classe dominante, àquela “elite” que desde os tempos das capitanias hereditárias, passando pelos senhores de engenho, dos barões do café e agora do agronegócio mamam nas tetas do governo e jogam no time do “Mateus, primeiro os teus”.
Em seu excelente livro “O Rio de Janeiro do Meu Tempo” o jornalista e escritor Luiz Edmundo já dizia, no início do século passado, em plena “Belle Époque” que dos 15 jornais da Cidade do Rio todos, exatamente todos, estavam alinhados com o poder econômico.
E o motivo (como eu já disse) é claro demais: para se abrir uma emissora de TV, um jornal, uma rádio é preciso milhões, muitos milhões, e quem tem esses milhões? Sim, empresários pertencentes à casta dominante nesse país.
E o que eles farão depois dessas emissoras abertas? É claro que somente irão veicular notícias que interessem ao segmento da sociedade à qual pertencem.
Nunca se afastarão desse proceder. Não esperem nada além disso.
É ingenuidade pensar que poderemos contar com eles como aliados nas causas populares.







