Messi, Mbappé e Harry Kane passaram de 12 gols, a marca de Pelé em Mundiais
Por: Menon, compartilhado de Fórum
Foto: Lionel Messi
Oprimeiro foi Messi, já na Copa passada. Tinha seis gols, marcou sete, chegou a 13 e deixou Pelé atrás, com 12. Agora, já tem 19.
O segundo foi Mbappé, que tinha 12 gols, como o Rei, e já está com 18.
O terceiro foi Harry Kane. Tinha sete gols em duas Copas e marcou seis agora. Já chegou a 13.
E mais gente pode passar. Haaland, se a Noruega participar de mais duas Copas, levará os seus atuais cinco gols para mais de 12.
E Cristiano Ronaldo? Fez dois, passou Eusébio e está com dez. É outro que pode passar Pelé.
Ficou banal marcar mais gols que Pelé. Será que Rei do Futebol não era tão bom assim? Claro que era. É preciso buscar outras explicações para o fenômeno de caça a Pelé.
O primeiro motivo é reconhecer o ótimo momento que vivem os perseguidores.
Lionel Scaloni, treinador da Argentina, conseguiu o que os antecessores falharam: montar um esquema que deixasse Messi livre. Um dado significativo: ele é o artilheiro da Copa e o jogador, entre os 1248 inscritos, que menos correu.
Mbappé é um fenômeno. Uma máquina de fazer gols em Copas do Mundo. Tem 18 em 18 jogos, dez deles em mata-matas.
Haaland e Harry Kane são os dois melhores centroavantes do mundo. Harry Kane ainda é mais técnico, sai da área, enquanto Haaland é o cara do último toque. E Cristiano Ronaldo, embora no ocaso, não precisa de explicações.
O segundo motivo é o número de jogos. No tempo de Pelé, de 1958 a 1970, a Copa do Mundo tinha 16 participantes. O campeão fazia seis jogos. Depois, mudou para sete e agora, com 48 participantes, são oito. Pelé fez 14 jogos em Copas, Messi vai fazer o 30º contra Cabo Verde.
O aumento de número de países participantes levou seleções fracas para a Copa-26. A Tunísia levou de 5 x 1 da Suécia, que levou de 5 x 1 do Japão. E perdeu por 4 x 0 para o Japão e comemorou perder apenas de 3 x 1 para a Holanda.
E a Argentina teve muita sorte quando as bolinhas definiram os grupos. Pegou Argélia, 28ª no ranking, Jordânia, 63ª e Áustria, 24ª. Ninguém está duvidando do sorteio, mas assim, fica mais fácil. Messi fez dois na Áustria, três na Argélia e um na Jordânia, quando atuou apenas por 30 minutos.
E o Uruguai conseguiu ser eliminado em um grupo com Cabo Verde e Arábia Saudita (quantos gols Luiz Suárez ou Forlan faria?) e agora caba a Cabo Verde, de Vozinha, enfrentar Messi. A possibilidade de Messi chegar a 20 gols aumenta.
São muitos motivos, desde a alta qualidade dos goleadores de hoje, ao aumento do número de jogos até a diminuição de qualidade das seleções por causa do aumento de vagas, mas nada disso deve preocupar. Muitos podem ultrapassar Pelé e ele continuará sendo único. Talvez fosse mais difícil se ele tivesse jogado em 1974 e 1978 e não tivesse se machucado em 1962 e nem caçado em campo pelos violentíssimos portugueses em 1966.
A melhor definição é a do poeta Carlos Drummond de Andrade:
“O difícil, o extraordinário, não é fazer mil gols como Pelé. É fazer um gol como Pelé. Aquele gol que gostaríamos tanto de fazer, que nos sentimos melhores para fazer, mas que diabolicamente, não se deixa fazer. O gol.







